"Um cara saiu de dentro do espelho
E o cara tinha a minha cara
Vestia um casacão de couro,que era exatamente a roupa que eu usava
Mas não se movimentava do jeito que eu me mexia
Ele nem pensava
o que minha mente queria
Ele era meu igual, só que diferente... Meu irmão gêmeo, mas não era meu parente
Ele me disse: "

[Paulinho Moska]

Um ontém que não existe mais

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Terça-feira, Julho 19, 2005




Mah diz:
Menina agora me diga.

Mah diz:
Como foi tudo?

Maris diz:
Ahn, ele chegou e meu quarto estava uma zona, e eu toda bagunçada, cabelo, roupa, cara amassada, com vergonha, querendo morrer de tão nervosa, meu coração batendo 5m na minha frente, ele chegou todo lindo, lembro de ter pensando 'como ele é lindo' antes de começar a dizer besteiras de nervoso. Besteiras verdadeiras, mas ainda sim besteiras, e ele ouviu tudo, eu sentada na cama ele se ajoelhou na minha frente, beijou minha testa, disse que me ama, ele todo seguro e maduro e decidido e eu toda imatura, boba, infantil... me beijou e foi tudo tão atrapalhado e eu queria sair logo dali, não sei, eu queria sair correndo mas não queria largá-lo, queria que ele gostasse de mim, queria transformar tudo em realidade de uma vez por todas...

Então ele disse que veio viver a nossa comedia romântica.

E começamos a procurar cicatrizes, marquinhas, a notar manias, e alisar cabelo e olhar no olho e dizer duzentas e trinta e cinco milhões de vezes ''não acredito que estamos juntos, eu te amo'' por hora dia. Vimos tv, filme, lanchamos no posto, viajamos juntos, pisamos no mar, deitamos na grama vendo as estrelas, fizemos feira, fomos ao cinema, tiramos fotos, beijamos depois de beber água gelada, fizemos nada, olhamos no olho bem pertinho, dançamos sem música, vimos o quase pôr do sol, conversamos olhando pro teto, bebemos, dormimos sentindo a respiração, curtimos a preguiça, acordamos nos beijando, discutimos, fizemos as pazes, nos abraçamos (poxa, nos abraçamos!!!), ele dirigiu meu carro, matou uma barata, almoçou com minha família lunática, teve dó do meu joelho podre, alisou meu rosto, suportou minhas cotoveladas noturnas (não vou falar das cuspidas tá?), minha super proteção, todas as comidas que mandei ele provar, meu monopólio de lençol, minha babada (na sua camisa) no jogo do São Paulo, minhas inseguranças, sentiu que o amo de verdade e fez com que eu saísse de casa, enfrentasse medos, ficasse feliz a ponto de todos notarem...

Mah diz:
Ai, que lindo!

Maris diz:
Não, mas isso ainda não foi nada...


posted by M at 11:39 PM

 

Sábado, Julho 02, 2005


''Resolvi-me a vos dizer uma só verdade.
Mas que verdade será esta?
Não gastemos tempo.
A verdade que vos digo é que no Maranhão não há verdade.''



Trata-se do nada.

De vez em quando muda.

Às vezes melhora.

Aí piora.

Depois volta tudo.

E depois volta tudo novamente de novo.

...

Minhas verdades são poucas.

Sou um saco cheio de vazio.


Maris