"Um cara
saiu de dentro do espelho
E o cara tinha a minha cara
Vestia um casacão de couro,que era exatamente a roupa que eu usava
Mas não se movimentava do jeito que eu me mexia
Ele nem pensava o
que minha mente queria
Ele era meu igual, só que diferente... Meu irmão gêmeo, mas não era meu
parente
Ele me disse: "
[Paulinho
Moska]
Um
ontém que não existe mais

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Sexta-feira, Outubro 28, 2005
Adultescência
Preocupada, sem saída, sufocada, sufocante.
Foda, foda, foda. Ruim. Argh. Ruim, ruim, ruim.
Encarar responsabilidades.
Vencer responsabilidades.
Viver com responsabilidade.
Pensar no que pesa.
Pesar o que dói.
Doer o que não pode.
Poder o que não deve.
Dever até a alma.
Amar é o que me resta.
posted by M at 1:56 PM
Terça-feira, Outubro 25, 2005
http://www.ugo.com/channels/comics/heroMachine2/heromachine2.asp
posted by M at 7:45 AM
Segunda-feira, Outubro 24, 2005
Etílicos....
Estou surda, rá! Como é bom fazer-se assim no momento que melhor convir, sim, eu sei é egoísta e insensível, tapar os ouvidos aos outros, e junto a isso me calar evitando todo e qualquer contato, minto! Ainda resta o visual, e ele olha, eu também olho para todas aquelas palavras soltas, as minhas saem sóbrias as dele entorpecidas por Fante, pobre Fante, servindo de bandeja para que um jovem faça todas as suas perguntas, como Bandini as fez. Depois rompemos o silêncio e rumamos ao mundo dos sons, à cidade das falas, tudo acolhido por uma noite quente e copos d¿água, veneno natural.
Enquanto Bowie espalha seu glitter nós rimos alucinados por besteiras que por vergonha nem conto, o mundo é isso, conversas ao telefone com gente louca e estranha, palavras e constatações que não nos levam a lugar algum e desejos ardentes de sermos novos o tempo inteiro, sermos diferentes, de sermos alguém que ninguém conhece. Beats, somos todos, jovens tolos que desejam o amor, a estrada, a liberdade que se esconde por trás de pernas e páginas de livros que talvez não compreendemos, e eu faço parte disso, não entendo o mundo, empatamos porque ele pouco me entende, e sou confusa, mas isso você já notou.
Um dia eu serei a heroína da coca-cola e dormirei em uma banheira de champagne tudo isso faz parte dos sonhos de uma garota boba, mas nada vai mudar meu mundo, isso é o que os Beatles estão dizendo e o cara do Gram que ta cantando, eu sinto o vinho correr por minhas veias e fazem borbulhas de gazes e eu grito mais forte o refrão enquanto danço em cima da cama, a porra da minha vida anda tão intensa e triste e ao mesmo tempo feliz e eu só tenho a música, o vinho e meus livros e é bom!!!!!!!!!!!!!!
Infinitamente bom tão bom quanto a sensação de entorpecimento que percorre meu corpo, eu me sinto sedada e leio bem alto frases de De Quincey e gostaria que Sal estivesse aqui, não Sal Paradise do livro, mas o que mora em Vitória, o que por incrível que pareça eu continuo encantada, já fazem mais de 48 horas, que medo filho da puta de amar.
Hoje constatei que as primeiras doses são ruins depois fica tudo bem, o vinho é delicioso e a cuba é uma beleza é quase um sorvete, daqueles de passas ao rum, ehhhhhhhh eu to lesadona cheia de birita na lata e conversando com duas pessoas fodas! Maris e Fernando, e estamos semi-bêbados, mentira eu estou completamente, e ainda sem vergonha alguma na cara to dizendo aqui, ahhhhhhhhhh dane-se.
E acabou a cuba, acabou o vinho, e eu vou dormir.
Boa noite.
Mah, porque às vezes eu vivo a vida real
posted by M at 12:21 AM
Terça-feira, Outubro 18, 2005
Uma Baby e um tal Fejão
M - Posso fazer uma proposta?
R - Pode!
M - Vamos escrever um post pro meu blog?
R - Deixa eu ver minha agenda...
M - Besta!
R - Pô, mas eu vou sair daqui a pouquinho.
M - Ah! Artistas! Sempre lisos.
M - Ai... Eu queria estar em casa pensando em coisas inúteis, melhor, tendo preocupações idiotas, problemas sentimentais e amores impossíveis.
R - Não me descreva, por favor.
M - Vamos sair no tapa, por que essa aí sou eu, não venha me roubar!
M - Aliás, coitada da garota que sair contigo, corre o risco de virar um conto.
R - É, quem sabe daqui há uns dias de repente você não lê um conto chamado Sete Latinhas.
M - Não se pode nem beber em paz, que já viramos personagem de conto de bêbados.
R - É!!!...Meu amor, minha cachaça...Nunca ninguém vai nos separar!!!
M - Quando eu crescer quero ser igual você.
R - Por que?
M - Porque eu sou muito certinha.
R - Acontece...
M - Nas melhores famílias, eu sei, talvez eu precise pertencer às piores para poder ser eu.
M - Para encontrar maiselfi!!!
R - Meu pai e minha mãe são alcoólatras separados e eu sou adotado...
M - E minha mãe é evangélica. Rá! Quer coisa mais punk que isso meu bem?
R - Hahahaha. Eu não sou punk
M - Punk no sentido trash da coisa rss não no sentido hey ho let's go! Se bem que eu gosto.
M - Ahhh! Nós acabamos de escrever um post pro meu blog.
R - ???
M - Nossa conversa dá um texto.
R - Já postou?
M - Não, mas vou postar agora.
Mah conhecendo gente beat beat beat!
posted by M at 3:23 PM
Sábado, Outubro 15, 2005
Antes de tudo
Passada a revolta, acordo por uns instantes. Precisar é algo que faço sempre. Meu organismo, então, um caso à parte. Meus ideais não passam da garganta. Está fora de mim o que me impede e não posso tocar. São murmúrios ouvidos palpitações gestos e a cabeça sob o travesseiro verde-limão. Pensamentos atravessam milhares de possibilidades.
Sábado dia quinze. Estou sem as balas de gengibre. Minha voz vai sumir porque eles vão chegar. E eu estou muito feliz. Embora tenha que ir pra aula que eu não consigo acompanhar. Ela tem o cabelo lindo, a professora.
Sábado dia quinze. Acordei cansada. Sinto saudades de não fazer nada. Preciso cortar o cabelo de novo. Mandar lavar as roupas. Ir ao cinema. E só mais três músicas para trabalhar. Estou muito feliz.
Maris (tempo, tempo, mano velho, falta um tanto ainda, eu sei)
posted by M at 6:35 AM
Quinta-feira, Outubro 13, 2005
Uma creche muito cara
Eu tô mesmo enchendo o saco com esse negócio de sistema, mas hoje me veio a imagem perfeita quando eu cheguei naquela sala de aula e vi os trilhos. O cara que fez a faculdade tirou o brinquedo da caixa, montou os trilhos e ligou o trenzinho e desde então o trenzinho fica lá rodando e rodando e rodando e eu não quero ser um trenzinho, mas ninguém percebe que é, porque eles estão lá rodando e rodando, todos bonitinhos com camisetas eu-amo-ser-um-trenzinho.
Aí eu chego lá me sento fora dessa rota, respondo presente quando chamam meu nome e me levanto pra ir embora, porque eu prefiro ler um livro pra passar o tempo, e eu não posso chegar pra professora e dizer professora eu vou embora, tchau, prefiro ler um livro a ficar aqui ouvindo você falar um monte.
Ninguém tem vontade própria e isso me enoja. Me deixa doente. Me deixa gritando por dentro, não sei porque, sabem... sistema, trenzinho, sir yes sir.
Negocio é que eu não nasci pra fazer faculdade.
Alguém entende? Alguém me entende?
Será que alguém me entende?
posted by M at 11:31 AM
Terça-feira, Outubro 11, 2005
São tudo pequenas coisas e tudo deve passar
Há algo em mim que quer sair e outro que quer ficar. Eu não sei exatamente onde estão suas limitações. Eu não sei o que estou sentindo, por que estou sentindo, se é tudo falta de estar sentindo, ou sentindo demasiadamente demais.
Sentir e pensar e sentir e doer e sentir. E agir?
A vida é um salto fino pisando no meu coração.
Eu queria falar mais.
Maris (nesta vida agente aprende a gostar de sal)
posted by M at 6:20 AM
Sábado, Outubro 08, 2005
Acordei às 11h com os olhos grudados e amaldiçoei as lentes de contato, maldito seja! Essa é a terceira vez que esqueço de tirá-las antes de dormir, depois começo a rir, ao menos tive algo com que me ocupar. Limpo os olhos e penso que caso fumasse essa seria uma ótima hora para acender um, e ter aquela fumaça fedida invadindo meu corpo, matando minhas células lentamente e sentindo um prazer que eu nunca senti, uma vez perguntei a um fumante se o cigarro esquentava o corpo por dentro, ele me disse que não, então não poderei variar o conhaque para me aquecer nos invernos.
Acordar quase no período da tarde tem suas vantagens, eu não sinto muita fome, então passo direto pela cozinha e ligo o monitor do pc, MSN, skype, toda parafernália que auxilia minha solidão, ligo o som e lá está ele, triste e perfeito, Beck é o tipo de cara com quem eu gostaria de conversar, ou só olhar, é parar e ficar olhando, depois ouvir e ouvir, levantar e ir embora.
Um contato do MSN me pergunta por que meu nick está como Insanity, eu digo que precisaríamos de 23 anos para que eu relatasse minha vida inteira para que ele entendesse de fato o que eu quero dizer com isso. Ele ri, acho que não entendeu, mas isso não é novidade.
Estou entediada, mas está decidido, hoje vou comer Bandini, e que o mundo se acabe por trás de minhas olheiras e de meus olhos grudados. Estranho, tenho sonhado com demônios.
Mah {aprendendo a ser normal}
posted by M at 7:18 PM
Terça-feira, Outubro 04, 2005
Caramba, tenho que sair do quarto para o pessoal de casa não pensar que estou com raiva deles, eles nunca cogitariam que eu pudesse estar me sentindo mal mesmo. De qualquer forma estou com fome. Também tenho que aparecer na faculdade, e fazer um monte de trabalhos estúpidos como se fossem os melhores pra mim, como se fossem aqueles conselhos que recebemos aos 13 anos e aos 20 vimos que era aquilo mesmo. Tenho que começar a aturar porque o desejo de ficar trancada é grande, tenho que parar de pensar em Ray Smith antes de acreditar que sou ele. Tenho que me repartir e estudar, e com o outro pedaço alimentar meu hedonismo. Viajar, destravar, respirar, voar e ver.
Quem sabe voltar a fazer parágrafos.
Maris
posted by M at 7:05 PM
Domingo, Outubro 02, 2005
Final de semana
Leve, leve, leve. Uma cachaçada de cerveja e ai meu joelho. Comentários do tipo ''como você mudou'' para os que me conheceram quando eu mudei. E ''que bom ter você de volta'' para os que me conheciam antes mesmo. De antes. Mas eles não estão aqui o que me prova essa eterna inconstância necessária.
Resolvemos fazer uma caixa de pandora. E descubro que há muito pessimismo em mim para perseverar alguma coisa num guardanapo respingado de cerveja.
Percussões, gente gente gente, recife XIX, eu me repetindo, recife antigo, maracatu, cores, cores, som, brinco, gente, séc XIX, janelas, gente gente gente, guitarras, dança, risadas, risos, risinhos, risíveis, vinho, zum zum zum. Pof.
Eu esqueci onde eu estava.
Leve, leve, leve...
Maris (A insustentável leveza do meu ser)
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