"Um cara
saiu de dentro do espelho
E o cara tinha a minha cara
Vestia um casacão de couro,que era exatamente a roupa que eu usava
Mas não se movimentava do jeito que eu me mexia
Ele nem pensava o
que minha mente queria
Ele era meu igual, só que diferente... Meu irmão gêmeo, mas não era meu
parente
Ele me disse: "
[Paulinho
Moska]
Um
ontém que não existe mais

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Segunda-feira, Maio 28, 2007
Uma simples tapioca com café preto e tudo parece seguro. Esse cheiro de monotonia, pássaros ao fundo, ventilador ligado, quarto devidamente dessarumado, saudade apertando o peito não daquela forma avassaladora, mas daquela outra forma, daquela outra que você sabe que nunca mais. Mudanças não planejadas e o desespero de começar a cada segunda-feira. Promessas utópicas, suspiros doloridos, lembranças do tão fugaz. E aquele sopro de nenhum alívio.
"Meu Deus, não sou muito fortem não tenho muito além de uma certa fé - não sei se em mim, se numa coisa que chamaria de justiça-cósmica ou a-coerência-final-de-todas-as-coisas. Preciso agora da tua mão sobre a minha cabeça. Que eu não perca a capacidade de amar, de ver, de sentir. Que eu continue alerta. Que, se necessário, eu possa ter novamente o impulso do vôo no momento exato. Que eu não me perca, que eu não me fira, que não me firam, que eu não fira ninguém. Livra-me dos poços e dos becos de mim, Senhor. Que meus olhos saibam continuar se alargando sempre..." (Caio F.)
posted by M at 6:39 PM
Segunda-feira, Maio 14, 2007
Eu estava andando em linha reta, usava um salto imenso até que sambei, sei lá por que, mas sambei, desde então só sei andar em linhas tortas e recebendo telefonemas de alguém me chamando de Pretinha, meu amor.
Mah [porque errar, nem sempre é pecado]
posted by M at 1:51 PM
Quinta-feira, Maio 03, 2007
queria colocar todas as emocoes dentro de um enorme saco preto. queria ouvir paulinho moska cantando aos gritos secos todo esse entupimento que me mantem em pe. queria poder soltar tudo isso num segundo de escape. cacos, casa velha, destrocos, miopia, que nada so mais um novo enfoque pra vida. caios fernandos abreus e litros de alcool me esperam. planos tracados, pes no chao e uma passagem para a terra dos cogumelos magicos. nada mais pronto, nada mais certo, o tempo correndo feito louco, ponteiros ha 4 horas a mais do meu relogio biologico ressoam o que eu devo fazer o que eu devo fazer e aqui estou sentada em frente a este laptop emprestado.
ontem sonhei com londres explodindo. london eye explodindo. pessoas desesperadas por todo canto. tudo isso aqui vai acabar. e a primavera chegou.
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